Lideranças fecham o mapa do Estatuto das Vozes com 24 votos firmes de 41
Contagem por bancada dá 24 a favor, 11 contra e 6 indecisos a nove dias da votação; relatora pede voto nominal, e a Liga de Marte propõe cláusula para receber cópia de toda mensagem trocada com as Vozes.
As lideranças da Assembleia do Concerto fecharam nesta segunda-feira o mapa de votos do Estatuto das Vozes, como haviam prometido para a primeira semana de outubro. Pela contagem por bancada obtida pela reportagem e confirmada por três líderes, o texto tem hoje 24 votos firmes a favor, 11 contrários e 6 conselheiros indecisos ou inclinados à abstenção, num plenário de 41 cadeiras. A aprovação exige maioria simples dos presentes.
O número fica no meio da faixa de 23 a 25 votos contada logo depois da resposta da Segunda Voz, em 27 de setembro, mas a composição mudou. O bloco Cislunar fechou com 6 dos 9 votos, um a mais que na semana passada. As duas cadeiras extrassolares, que votam por Enlace, confirmaram apoio. No Cinturão, um conselheiro que votava a favor desde agosto passou à indecisão, alegando que quer conhecer a tradução do segundo segmento antes de votar.
O movimento contrário veio do Jardim, a maior bancada, com 16 cadeiras. A Herança Una, que na semana passada anunciou que procuraria conselheiros terranos para recompor a oposição, conseguiu trazer de volta ao voto contrário um deles, que havia passado à abstenção depois da resposta. O Jardim está hoje dividido em 7 votos a favor, 6 contra e 3 indecisos. "Recuperamos quem tinha sido levado pela emoção de uma madrugada", disse o porta-voz da Herança Una, Augusto Feldmann-Sá.
A relatora, conselheira Aisha Bruun-Camargo, das Eólicas, protocolou nesta segunda um pedido de votação nominal, cadeira por cadeira, em vez do voto eletrônico agregado que a Assembleia usa por padrão. Segundo a assessoria, o objetivo é que "cada voto fique associado a um nome e a uma justificativa". O pedido precisa ser aceito pela mesa, o que costuma ser protocolar.
A novidade da semana veio de fora do plenário. A Liga de Marte, que tem assento de observadora e não vota, encaminhou à relatoria uma proposta de cláusula: toda mensagem oficial trocada entre o Concerto e as Vozes, enviada ou recebida, seria compartilhada com a Liga no mesmo dia. O embaixador-observador Cai Vandenberg, que na semana passada chamou a nova maioria de precipitação, disse que a proposta não muda a posição marciana contra o estatuto. "Se o texto passar, Marte quer ler a correspondência", afirmou. A relatora informou que vai analisar a proposta, mas que não pretende incorporar emendas de quem não vota.
O Pacto das Linhagens manteve o apoio ao texto. A porta-voz Elo Ferreira-Voss disse que o movimento não fará atos públicos antes da votação.
A votação está marcada para quarta-feira, 14 de outubro, como primeiro item da pauta da Assembleia Geral. A secretária-geral Ingrid Mbeki-Fonseca reiterou nesta segunda que não haverá antecipação nem adiamento.
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Contagem de três lideranças põe o texto entre 23 e 25 dos 41 votos, contra 18 a 21 em agosto; indecisos do Jardim e do bloco Cislunar mudam de posição, a votação fica mantida para 14 de outubro e a Liga de Marte fala em precipitação.