Vasquez recusa proposta recorde da Armstrong e renova com as Rubras: "domo não se troca"
Três dias depois do gol de eixo do tri, MVP da final assina por mais três temporadas em Hellas; lunares ofereceram o maior contrato da história da Queda Livre e ouviram um não de uma frase.
O mercado da Queda Livre teve nesta quarta-feira o seu lance mais curto: uma frase. Teo Vasquez, 24 anos, autor do gol de eixo que deu o tricampeonato às Rubras no sábado, recusou a proposta da Armstrong FC (a maior da história da liga, segundo três fontes com acesso aos números) e renovou com o clube de Hellas por mais três temporadas. Na saída do treino, embrulhado no mesmo casaco de sempre, o piloto-âncora explicou a decisão no idioma que o consagrou: "Domo não se troca".
A proposta lunar, apurou o ARQUIVO X, previa luvas em soberanos convertidos, moradia em Armstrong e, no detalhe que mediu o tamanho da ambição, uma cláusula de imagem para os mercados cislunares inteiros. A resposta das Rubras coube no contracheque: aumento respeitável, longe do teto lunar, e um adendo que o clube fez questão de vazar porque diz mais que os números: Vasquez terá custeada, pelo clube, a escolinha de corredor de mina onde aprendeu a jogar, com colchão novo e gravidade "do jeito errado que forma gente certa".
"Perdemos para um argumento que não sabemos precificar", admitiu, elegante, o diretor esportivo da Armstrong, Kofi Balandin-Rhee. "Guardamos a proposta. Atleta muda; domo, pelo visto, não."
Na Liga dos Mundos, a renovação reorganiza o tabuleiro da próxima temporada: as Rubras seguram o núcleo do tri, a Armstrong deve redirecionar o orçamento para o mercado de goleiras (Solveig Andrade-Musa, a melhor da posição, tem contrato até dezembro e silêncio profissional desde domingo), e os técnicos das equipes menores voltaram a dormir mal: um Vasquez satisfeito, dizem os relatórios de olheiros, é dois décimos de rotação mais rápido.
Em Hellas, onde o desfile do título está marcado para o aniversário do Acordo, coincidência que o clube continua jurando ser do calendário, a renovação virou assunto de Estado menor: a primeira-ministra Vera Aliyeva-Campos, em dia de anúncio siderúrgico para Júpiter, ainda achou espaço para registrar que "o melhor aço da Liga, esse não exportamos". O jogador, informado da frase, deu de ombros com o profissionalismo de quem já entendeu o próprio papel na república marciana: "Aço sou não. Sou é do Terceiro Subsolo, corredor B. Quem quiser conferir, o colchão novo chega mês que vem."
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