Fila zerada: rota Luna–L5 volta ao normal às 11h, como prometido
Último passageiro realocado da tempestade M-4 embarcou na manhã deste sábado; balanço final fecha sem ocorrência grave, e o achado-e-perdido devolve 58 dos 63 itens; o núcleo "Bolinha" segue sem dono.
A Kizuna Orbital zerou às 11h04 TC deste sábado a fila de passageiros realocados pela tempestade magnética M-4, dentro da janela prometida na quarta-feira, façanha que a companhia celebrou com a sobriedade de quem sabe que pontualidade recuperada é a que menos rende aplauso. O último a embarcar, um técnico de recifes que voltava de licença, ganhou da tripulação a poltrona da frente e o direito de resmungar: "Cheguei quarta. A aurora, pelo menos, valeu."
O balanço final da M-4, consolidado: quatro dias de rota fechada, 22 travessias canceladas, 9.400 realocados, espera máxima de 14 horas, nenhuma ocorrência médica grave. O serviço de clima espacial do Concerto arquivou a tempestade com classificação de rotina e a nota lacônica que os profissionais do setor consideram o maior dos elogios: "Sem aprendizados novos."
Resta um pendente, e a Kizuna decidiu torná-lo público com o humor administrativo que as tempestades autorizam: dos 63 itens esquecidos no saguão de Armstrong, 58 voltaram aos donos. Entre os cinco órfãos, reina absoluto o campeão da lista, um carregador de núcleo doméstico com etiqueta escrita à mão. "Se você é o dono de um núcleo chamado 'Bolinha'", informou o balcão de achados, "a Kizuna quer conversar. O Bolinha, segundo nossos técnicos, também."
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