Calmaria chega um dia antes do previsto, e Kizuna reabre a rota Luna–L5 em fases
Tempestade M-4 perde força na madrugada; travessias médicas e cargas vivas voltam ainda hoje, fila deve zerar no sábado, um dia antes, e as auroras se despedem das latitudes médias.
A tempestade magnética M-4 que fechou por quatro dias a cabotagem entre Luna e os habitats de Lagrange perdeu força na madrugada desta quarta-feira, um dia antes do previsto pelo serviço de clima espacial do Concerto. A Kizuna Orbital iniciou às 9h TC a reabertura em fases: travessias médicas e cargas vivas voltam hoje, passageiros realocados embarcam por ordem de fila a partir de quinta, e a normalização completa, antes estimada para domingo, deve chegar no sábado.
Sobram, do lado de fora das janelas, as despedidas: as auroras que acompanharam as três noites de tempestade encerram a temporada nas latitudes médias da Terra, e o observatório público de Chacaltaya, que viveu a semana mais movimentada da sua história por dois motivos diferentes, informou que volta ao horário normal: "casa cheia, agora, por um motivo só".
O saldo administrativo da M-4, divulgado pela Kizuna: 22 travessias canceladas, 9.400 passageiros realocados, espera média de 14 horas em Armstrong no pico, nenhuma ocorrência médica grave. O saldo humano coube ao acostamento do saguão lunar, onde os funcionários recolheram, junto com os cobertores, 63 itens esquecidos. O campeão da lista, como em toda tempestade, foi o carregador de núcleo doméstico. O acha-e-perde atende até sexta.
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