Família da Peregrina mantém o relato no conjunto-controle e pede o resultado por escrito para a filha
Última das nove famílias mal informadas a decidir, a família de bordo comunica a decisão com 18 horas de fila; Instituto Damásio aceita enviar o resultado de novembro diretamente à menina.
A família que vive a bordo da Peregrina e integra o conjunto-controle de 2245 decidiu manter no estudo o relato de sonho de maré da filha. A decisão chegou ao Instituto Damásio nesta segunda-feira pela banda de cortesia, com as habituais 18 horas de fila, e foi confirmada pelo instituto no início da tarde. O conjunto segue com 53 textos.
A família, que pediu prazo quando o instituto abriu a revogação a todas as 61 famílias, em 10 de setembro, era, entre as nove que nunca tinham sido informadas de que os relatos dos filhos serviam de controle, a única que ainda não havia decidido. Com ela, todas as nove já se manifestaram. A outra família de fora do Sistema Solar, a de Alvor, havia mantido o relato em setembro.
A família impôs uma condição, aceita pelo instituto: o resultado da análise cega, previsto para novembro, deve ser enviado por escrito diretamente à menina, hoje com 12 anos, no mesmo dia em que for publicado na Terra. Pela fila da banda de cortesia, isso significa que ela o lerá cerca de 18 horas depois dos pesquisadores.
A médica-chefe da Peregrina, Yuna Barros-Peregrino, que acompanha o protocolo a bordo, confirmou a decisão e disse que a família não dará entrevista. Segundo ela, a mensagem enviada ao instituto tinha três linhas e foi escrita pela própria menina, com a assinatura dos pais embaixo.
O nome da família não foi divulgado. A próxima contagem semanal do conjunto-controle sai na quinta-feira, 8 de outubro, às 10h.
Texto-base do estatuto escolar devolve às crianças Sinal a decisão sobre os próprios dados
Relator Milo Andrade-Kettil apresenta a proposta depois de audiências em cinco mundos; dado de pesquisa colhido na infância só permanece em arquivo se a própria pessoa confirmar aos 18 anos, regra que os corredores já chamam de cláusula Kowalski.
Primeira das nove famílias pede a retirada do relato, e o conjunto-controle cai para 60
Neusa Kowalski-Abé recebeu a visita do Instituto Damásio em 3 de setembro e revogou o consentimento no mesmo dia; o instituto retirou o texto sem contestar, e o cofre notarial passará a calcular o resultado da análise cega com e sem ele.