No primeiro mês do Conservatório da Coluna, os alunos de fora aprendem a ouvir com o esterno
Quarenta estudantes vindos de seis mundos completam quatro semanas de música de pressão sob o gelo; três trocaram o exoesqueleto acústico completo pelo modelo de treino, e a primeira audição pública fica para dezembro.
O Conservatório da Coluna, em Fossa Clara, completou nesta semana o primeiro mês de aulas com a turma que a diretora Umbra Nakamura-Fen, na inauguração em agosto, chamou de experimento de educar a curiosidade: 40 estudantes de fora de Europa entre os 120 alunos do primeiro ano, vindos de oito cidades em seis mundos, de Zéfiro e Bóreas a Hellas, Armstrong, Concórdia, Ceres, Lisboa e São Paulo.
As primeiras quatro semanas foram, pelo programa, de audição e nenhuma execução. Os alunos de fora passam as manhãs no vão vertical de 60 metros, vestindo o exoesqueleto acústico que a escola fornece, aprendendo a perceber no corpo o espectro que os abissais ouvem sem ajuda. Três deles pediram para trocar o traje completo pelo modelo de treino, mais leve, depois de relatar cansaço nos primeiros dias. A escola informou que a troca é prevista e comum.
O aluno mais velho da turma tem 52 anos e passou três décadas como estivador do alto em Zéfiro, ouvindo pelo casco dos colhedores o estado das correntes. Disse à professora de audição, segundo a escola, que o vão foi o primeiro lugar onde entendeu o que ouvia no trabalho.
A primeira audição pública da turma está marcada para dezembro, no próprio vão. As inscrições para o segundo ano abrem em janeiro, e a escola já contabiliza 6.200 manifestações de interesse vindas de fora de Europa.
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