Em Ceres, um mesmo recibo segue o núcleo de uma oficina para outra
A primeira bancada conserva o registro de entrada. A segunda assina pelo serviço que efetivamente fez e informa o preço das peças à parte.
O núcleo chegou à primeira oficina de Ceres com uma etiqueta presa por um barbante e saiu de lá ainda com ela. O trabalho solicitado exigia uma peça que só uma segunda bancada tinha em estoque. Até esta semana, o cliente receberia dois comprovantes completos, cada um parecendo descrever uma revisão inteira. As doze oficinas que testam o modelo voluntário de recibo passaram a ligar os dois atendimentos pelo número da entrada.
Celina Meneses-Rao, técnica da cooperativa de manutenção, explicou que um dos maiores problemas era distinguir um orçamento de um serviço concluído. "Quem abriu e testou tem de assinar por isso. Quem trocou a peça tem de dizer qual foi. Se o cliente voltar, precisamos saber por onde começar", afirmou. A peça retirada será identificada na via de quem autorizou a troca.
O recibo começou a ser testado em 18 de outubro. A faixa de ₲ 60 a ₲ 180 cobre limpeza, teste e recondicionamento conforme a tarefa. As peças são cobradas à parte. A ligação entre bancadas não autoriza duas cobranças pelo mesmo teste. Se for preciso repetir uma medição porque houve transporte ou intervenção no núcleo, a oficina deve explicar a razão antes de fechar o preço.
A segunda bancada recebe o que precisa para reconhecer a peça, a condição em que ela saiu e o nome de quem autorizou o serviço. Não recebe uma cópia integral do conteúdo do núcleo. Desde o início do piloto, clientes perguntam se uma revisão garante a preservação de dados. A cooperativa informa que o ensaio mecânico e o registro de passagem não dão essa garantia.
Duas oficinas pediram que seja possível continuar atendendo quem chega só com papel. A coordenação aceitou reproduzir o identificador da primeira visita na ficha física da segunda e entregar as duas vias na retirada. O cliente que estreou o procedimento preferiu guardar a etiqueta antiga também. Ela tinha a cor da prateleira onde costumava deixar o núcleo.
O teste segue até a revisão prevista ao fim dos trinta dias. A cooperativa vai contar quantas peças precisaram passar por mais de uma bancada e em quantos casos houve nova autorização de preço.
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